segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Entrevista com: Sr Jorge de Araujo Leal.




Senhor Jorge de Araujo Leal, casado e aposentado, nasceu na fazenda areal e atualmente é um dos,onde está as ruínas da primeira fazenda areal ,com 81 anos ele nos relata a historia econômica da comunidade.





Equipe: O senhor conheceu a historia da primeira fazenda do areal .


Sr Jorge: Sim , meu pai Minú contava que existia três fazendas na região uma no Dique, uma,no Rebouça, e outra aqui.


Equipe: O senhor sabe informar o que era produzido na fazenda?

Sr Jorge: Papai falava que se produzia, feijão, milho e a cana que fazia cachaça e açúcar .
Ele ainda dizia que no sobrado tinha uma engenho e os escravos tinha que trabalhar senão era castigado
.


Equipe: O senhor sabe informar o que era feito com o açúcar e a cachaça da fazenda ?

Sr Jorge: O açúcar e a cachaça o Capitão Jerônimo levava pra vender em Cachoeira.

Equipe: Qual era o transporte que ele utilizava para levar o açúcar e a cachaça para Cachoeira ?


Sr Jorge: Levava nas tropa de animais,e quem levava era os escravos, tangendo os burros ate em Cachoeira.

Mas os tempos passaram e o senhor Jorge é testemunha viva de que essa forma de comercio perdurou por muitos anos .Agora ele relata a sua experiência de vida ,e como fazia para trabalhar na época .Veja a segunda parte da entrevista:

Equipe: Seu Jorge , em 1950 o que era produzido pelos moradores da fazenda Areal?

Sr Jorge: Feijão,milho, mandioca,fumo.

Equipe: Qual era o destino da produção?

Sr Jorge: Fumo era vendido em Muritiba, o feijão em Cruz das Almas, Conceição do Almeida e Muritiba.

Equipe: Como era transportado esses produtos?

Sr Jorge: Em tropa de animal.

Equipe: O senhor participou dessas tropas, que transportava os produtos ?

Sr Jorge: Viajei muito, arranquei as cabeças dos dedos na estrada que era ruim ,tomei muita chuva, sol e durmia nos arachos que tinha nas estradas ,e quando o rio Paraguaçu enchia a gente não passava e durmia nas estradas muitos dias ate o rio abaixar pra gente atravessar na barca de madeira puxado a mão pelos remo e pelas cordas .

Equipe: Quantos anos tinha o senhor na época?

Sr Jorge: Eu tinha na faixa dos 18 a 20 anos, já dava murro em ponta de faca .

Equipe: Com o dinheiro da venda das mandiocas era feito o que ?

Sr Jorge: Agente juntava um tustazinho e comprava um porquim ,ovelha ,uma vaquinha e mamãe juntava os mireis meu dos meus irmãos para fazer nosso futuro .Nos comprava em Conceição do Almeida e São Felix muita farinha e trazia pra vender aqui e ganhava um tustão a mais .

Equipe: Existia assaltos naquela época nas estradas ?

Sr Jorge: Ave Maria existia uma ladrão que tomava nossa cargas , nosso dinheiro era o Zé Gabiraba ,era ladrão fino ,quando escurecia ,agente nas estradas agente já ficava com medo .

Equipe: O senhor foi assaltado nas estradas ?
Sr Jorge: Não,Deus sempre mim protegia.


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